herança (he-ran-ça) s. f.
Bem, direito ou obrigação transmitidos por disposição testamentária ou por via de sucessão. Legado, patrimônio. Condição, sorte, situação que se recebe dos pais.
Bom, sou a caçula de uma família com três filhos, sou a única menina da casa, meu irmão mais velho hoje tem 33 e meu irmão do meio 28.
Quando minha mãe descobriu que estava grávida, achou que viria outro menino, mas para a felicidade geral da nação(haha’) e principalmente dos meus pais veio uma menininha, que sou eu !! rs..
Meus pais sempre nos deram uma educação de primeira qualidade, nos ensinaram a amar a Deus sobre todas as coisas, a ser educados com as pessoas e principalmente respeitar o outro se quiséssemos ser respeitados.
Vocês devem estar em dúvidas, onde entra futebol nessa história? Bom, minha família por parte de pai sempre foi atleticana, desde sempre meu pai torceu pelo GLORIOSO CLUBE ATLÉTICO MINEIRO e isso foi passado para nós três, eu e meus irmãos.
Meu irmão mais velho sempre foi atleticano e amou o Galo como meu pai, mas ele é jogador de vôlei, então sempre preferiu esse esporte, quando era mais novo até jogou na escolinha de vôlei do Galo, em 1995.
Mas como tudo na vida não são flores, meu irmão do meio bandeou pra o ‘lado fraco do sistema’ e hoje torce pelo segundo time de Minas ! rs..
E eu ?? Bom, SEMPRE AMEI O GALO, como meu pai, sempre gostei do Glorioso também, mas creio que meu pai nunca imaginou que em mim nasceria um amor tão forte como o dele, em mim, a menininha da casa, a mocinha, a caçulinha, o bebezinho do papai !! rs.. Hoje, quando converso com ele sobre o futebol e sobre o Galo, o assunto flui como se ele estivesse conversando com meus irmãos. Acho que ele nunca imaginou que eu seria como ele, sim, hoje sou o retrato do meu pai em relação ao amor pelo Galo, como ele grito, xingo, choro, comemoro, me entristeço, fico muito brava.
Meu pai acompanhou o glorioso pelo Brasil a fora, viu o título de 71 ao vivo e a cores, sabe a escalação de 1962 de cabeça até hoje, desliga a TV quando o Galo faz raiva e logo em seguida liga novamente pra ver se marcaram gol.
Em um país capitalista, onde o dinheiro fala mais alto, os filhos só querem saber o que os pais deixarão de herança para eles, dinheiro casa, carro.. Eu tenho certeza que uma das melhores heranças que meu pai me deu foi AMAR O CLUBE ATLÉTICO MINEIRO e isso ninguém vai conseguir tirar da minha vida é mais forte do que vocês conseguem imaginar e tenho certeza que daqui a alguns anos quando eu tiver filhos eles vão amar o Galo também, vão olhar pra trás e dizer: Brigada vovô, por colocar o Galo na nossa vida !!!
Porque Galo é AMOR, Não é SIMPATIA!!
Saudações alvinegras….
Ludmila Chaves – @Lud_Chaves









































ludmila@donasdabola.com.br
@Lud_Chaves








Lud, falar dessa plenitude que o Atlético nos dá, não é difícil, pq é a verdade que temos no coração, sinto não ter recebido essa paixão dos meus pais, um americano e uma cruzeirense, mas festejo por ter recebido do meu tio e estar passando para meu filho.
Mto bom seu texto! Bjk
boa Lud. Muito bacana, pena que um de sua família ficou com o lado fraco da lagoa. Mas só te vc torcendo pelo glorioso já é um orgulho para o seu pai. É o sonho de todo pai também.
Abs!!!!
Eu fui levado, para o Arletico, pelo zagueiro Bueno, xerifão, daqueles tempos.
Não era de torcer para futebol, era sim atleta do pugilismo, como o amigo Bueno, estava treinando então me levou ao treino, e depois disto, não teve jeito, GALO na cabeça e no coração, tentei a sorte lá, como atleta, não deu, Bueno então me levou para o Renascença onde joguei no Juvenil, não existia Junior, e fui reserva do profissional, lateral direita, que tinha como titular o Zeca, Caimos para segunda divisão e o RENA nunca mais teve forças para voltar.
Mas no RENA, passou grandes jogadores, Procópio, Zeca, Toninho Almeida, Piazza, Silvinho, Robson, Geraldo, Corgozinho, Alirio bracinho e outros, (eu estou nos outros kkkkk)
Mas torcer para o Galo, só sabe como é bom quem é ALEGRE, FELIZ e torce para o CLUBE maior deste Brazilzão.